Causas, sintomas e tratamento da insônia. Abordamos todos os tipos de insônia, como insônia aguda, crônica, insônia primária e secundária, insônia leve, moderada ou grave. Tratamentos naturais, médicos e alternativos.


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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Anti-histaminicos no tratamento da insonia

Os anti-histamínicos são apenas minimamente eficazes na indução do sono, podem reduzir a qualidade do sono, e causar sonolência residual. Não está comprovado que melhorem o sono, podendo produzir delirium, retenção urinária, diminuição cognitiva e excitação paradoxal, entre outros efeitos adversos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Hipnoticos como tratamento da insônia

São fármacos denominados hipnóticos os agonistas dos receptores das benzodiazepinas e as benzodiazepinas de curta acção. Os hipnóticos são recomendados quando se deseja uma resposta imediata, quando a insónia produz grave comprometimento, quando as medidas não farmacológicas não produzem a desejada melhoria, ou quando a insónia persiste após o tratamento de uma causa médica subjacente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Benzodiazepinas no tratamento da insônia

Especificamente para o tratamento da insónia estão disponíveis algumas benzodiazepinas, mas nenhuma mostrou ser substancialmente superior à outra.
Ao contrário dos agonistas dos receptores das benzodiazepinas, estes fármacos têm o efeito prejudicial de alterar a arquitectura do sono.
Os efeitos adversos comuns são: sedação matinal, perturbações mnésicas, principalmente a amnésia anterógrada, sonolência excessiva, desatenção e atraso no tempo de reacção, aumento do número de pesadelos, sonhos vividos, desinibição comportamental e redução da libido.
Todas as benzodiazepinas podem causar depressão respiratória podendo ser mais relevante em doentes com doença pulmonar. Contudo, a maioria é segura e efectiva quando usada em doses baixas e por curtos períodos de tempo.
Usar benzodiazepinas por mais de quatro semanas aumenta o limiar de dependência (definida como uma necessidade compulsiva ou crónica de benzodiazepinas) e fenómenos de privação (caracterizado por ansiedade, depressão, náuseas, alterações perceptuais, insónia de rebound, sonhos intensos, pesadelos, e má memória de fixação).
Devido à sua diferente duração de acção, podem ser usadas diferentes formulações para situações clínicas particulares. As drogas de curta duração são prescritas para a dificuldade em adormecer, as de acção intermédia para as queixas de manutenção do sono, e as de longa acção para a ansiedade diurna.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Terapia de Controle de Estímulos na insônia

A terapia de controle de estímulos (TCE) está baseada na premissa de que a insônia é exacerbada ou mantida por uma resposta condicionada e mal adaptativa do paciente ao ambiente do dormitório e/ou à rotina associada ao ato de dormir. Essa resposta é fruto da dificuldade crônica que o paciente experimenta ao tentar iniciar ou manter o sono. A TCE propõe duas regras simples que visam melhorar o sono e que, para serem efetivas, devem ser seguidas de forma consistente.
A primeira regra indica que o paciente deve ir para a cama apenas quando estiver sonolento. A segunda instrui o paciente a não ficar frustrado com o fato de ter dificuldades para dormir. Ele deve, após quinze a vinte minutos de insucesso, levantar-se, ir para outro aposento da casa e realizar atividades tranqüilizadoras até que a sonolência retorne (essa estratégia visa associar a cama com um início rápido de sono e pode ser repetida sempre que necessária).

Antipsicóticos no tratamento da insônia secundária

Os antipsicóticos são utilizados no manejo da insônia nos pacientes com sintomas psicóticos (esquizofrenia e transtorno do humor bipolar). Dentre os mais utilizados estão algumas das fenotiazinas (e.g., levomepromazina e clorpromazina) e alguns dos agentes de nova geração (e.g., olanzapina e ziprazidona).9 Embora os últimos estejam associados com menor incidência de efeitos adversos extrapiramidais (e.g., acatisia e distonia aguda) e de discinesia tardia, seu custo muitas vezes é um fator limitante.

Antidepressivos no tratamento da insônia secundária

Embora o uso de antidepressivos para o tratamento da insônia tenha aumentado significativamente nos últimos anos, as evidências que sustentam a eficácia dessa estratégia são relativamente esparsas. O antidepressivo mais comumente prescrito é a trazodona (em doses de 50-150mg). Outros antidepressivos utilizados no manejo da insônia incluem a nefazodona (em doses de 50-200mg), alguns dos agentes tricíclicos terciários (e.g., imipramina, amitriptilina e doxepina) e a mirtazapina (em doses de 15-30mg).
Por outro lado, o uso de antidepressivos mais ativadores deve ser evitado em pacientes com insônia, especialmente alguns dos inibidores da recaptação de serotonina (e.g., fluvoxamina), a bupropiona e os agentes tricíclicos seletivamente noradrenérgicos (e.g., desipramina).
A insônia é um sintoma muito comum em pacientes com ansiedade generalizada. Nesses casos, a paroxetina ou a venlafaxina poderiam ser utilizadas.
Em termos gerais, os antidepressivos que apresentam um efeito sedativo mais intenso, são úteis nos casos de insônia secundária à depressão maior e à ansiedade generalizada e nos pacientes que apresentam potencial significativo para adição aos agonistas do receptor benzodiazepínico (e.g., alcoolistas e/ou drogaditos).

Tratamento da insônia secundária

No tratamento da insonia secundária é necessária uma intervenção que atue na condição médica ou psicológica que a mantém. Além das medidas não farmacológicas que devem ser empregadas, o tratamento medicamentoso é norteado pela condição primária apresentada pelo paciente. No caso do paciente apresentar um transtorno depressivo ou ansioso, a primeira escolha reside em um fármaco antidepressivo. Se o quadro for de psicose podem ser utilizados antipsicóticos com características sedativas. Os pacientes que apresentam insônia situacional auto-limitada (e.g., antes de um procedimento cirúrgico ou de uma viagem intercontinental), podem utilizar um BDZ hipnótico ou um fármaco não-BDZ a curto-prazo. Quando o paciente não responde a essas medicações, o uso de agonistas do receptor benzodiazepínico poderá ser utilizado.

A acupuntura como tratamento da insônia

A acupuntura, técnica milenar chinesa, tem se mostrado um tratamento eficiente na luta contra a insônia, notando-se melhora a partir da primeira sessão. Na opinião da Dra. Aparecida Enomoto, especialista no assunto, “a insônia é o início de várias doenças, pois ela causa irritação, inquietude, cansaço mental, além de vários problemas físicos, emocionais e sociais, causando síndromes e deixando a pessoa cansada, mal humorada e excessivamente preocupada com qualquer assunto”.
Antes de iniciar o tratamento de acupuntura é necessário realizar vários exames para descartar patologias graves, para então realizar a primeira sessão, com duração de duas horas. Essa primeira sessão é muito importante para conhecer a história do paciente e fazer uma avaliação detalhada sobre os pontos a serem tratados. No restante do tratamento, a Dra. Aparecida indica 12 sessões, sendo que cada uma tem duração média de 40 minutos. A acupunturista ainda lembra que é necessário um controle e acompanhamento para que o problema não volte.

Tratamento não famacológico da insônia

Os objetivos dos tratamentos não farmacológicos da insônia são modificar situações e pensamentos que mantenham a insônia; modificar os hábitos inadequados com relação ao sono; reduzir o despertar autonômico e cognitivo; alterar crenças e atitudes sobre o sono; e educar os pacientes sobre práticas saudáveis para o sono.
Os tratamentos não farmacológicos da insônia são realizados por terapeutas especializados e se baseiam, principalmente, em instruções e orientações. São elas:
  1. instruções de higiene do sono com incorporação de hábitos adequados a promoção do sono;
  2. instruções de controle de estímulos para eliminação ou substituição de comportamentos que possam prejudicar o sono;
  3. restrição de sono, que consiste em encurtar o tempo na cama ao tempo total de sono que o paciente estima ter efetivamente por noite;
  4. terapia comportamental multicomponente, que se baseia em "distrair" e desviar a atenção do paciente para o que lhe impede de dormir. O trabalho é feito no sentido de fazer o paciente lidar com o problema, de modo que ele não lhe pareça uma catástrofe, substituindo conceitos e hábitos disfuncionais por outros mais apropriados;
  5. relaxamento e relaxamento monitorizado, cujo objetivo é a redução do tônus simpático;
  6. orientação terapêutica com o objetivo de reduzir a atividade mental noturna intensa que leva a frustração.
Os tratamentos não farmacológicos são realizados por profissionais especializados, duram entre quatro e oito sessões, em geral uma sessão por semana, e requerem motivação do paciente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Medicinas complementares e alternativas no tratamento da insônia

São estratégias, que incluem técnicas de saúde espiritual, yoga, medicina chinesa e ayurveda, biofeedback, e outras modalidades.
Revisões recentes de estudos controlados e aleatorizados sobre a utilização de medicinas complementares e alternativas para distúrbios no sono, em idosos, revelaram que em 77% dos estudos existiram efeitos positivos, com particular destaque para as intervenções mente-corpo e acupunctura4. Contudo são necessários mais estudos direccionados para a restante população adulta.
No que diz respeito ao tratamento da insónia, é necessária mais investigação sobre o efeito do tratamento da insónia ou da condição primária na evolução das mesmas.
Existem muitos estudos que demonstram que o tratamento da insónia resultou numa melhoria da condição primária. Contudo ainda não foi totalmente observado que se obtenha uma melhoria da insónia só com o tratamento da causa primária. É por isso necessária mais investigação.
Índice dos artigos relativos a Insônia