Causas, sintomas e tratamento da insônia. Abordamos todos os tipos de insônia, como insônia aguda, crônica, insônia primária e secundária, insônia leve, moderada ou grave. Tratamentos naturais, médicos e alternativos.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Benzodiazepinas no tratamento da insônia

Especificamente para o tratamento da insónia estão disponíveis algumas benzodiazepinas, mas nenhuma mostrou ser substancialmente superior à outra.
Ao contrário dos agonistas dos receptores das benzodiazepinas, estes fármacos têm o efeito prejudicial de alterar a arquitectura do sono.
Os efeitos adversos comuns são: sedação matinal, perturbações mnésicas, principalmente a amnésia anterógrada, sonolência excessiva, desatenção e atraso no tempo de reacção, aumento do número de pesadelos, sonhos vividos, desinibição comportamental e redução da libido.
Todas as benzodiazepinas podem causar depressão respiratória podendo ser mais relevante em doentes com doença pulmonar. Contudo, a maioria é segura e efectiva quando usada em doses baixas e por curtos períodos de tempo.
Usar benzodiazepinas por mais de quatro semanas aumenta o limiar de dependência (definida como uma necessidade compulsiva ou crónica de benzodiazepinas) e fenómenos de privação (caracterizado por ansiedade, depressão, náuseas, alterações perceptuais, insónia de rebound, sonhos intensos, pesadelos, e má memória de fixação).
Devido à sua diferente duração de acção, podem ser usadas diferentes formulações para situações clínicas particulares. As drogas de curta duração são prescritas para a dificuldade em adormecer, as de acção intermédia para as queixas de manutenção do sono, e as de longa acção para a ansiedade diurna.

Agonistas dos receptores das benzodiazepinas na insônia

Agonistas dos receptores das benzodiazepinas – Os agonistas dos receptores das benzodiazepinas, foram desenvolvidos para se ligarem exclusivamente aos receptores benzodiazepínicos ómega-1 ou BZ-1, relacionados com o sono, minimizando o efeito ansiolítico, anticonvulsivante e relaxante muscular das benzodiazepinas.
Estes fármacos não benzodiazepinas produzem um efeito hipnótico semelhante ao das benzodiazepinas, mas têm menos efeitos adversos.
Têm um rápido início de acção com diminuição da latência ao sono, aumento do tempo total de sono e diminuição dos despertares. A alteração da estrutura do sono é mínima e o REM rebound não foi associado a estes agentes.
Não se verifica sedação diurna nem potencial de habituação. No entanto podem condicionar comprometimento da memória e lentificação psicomotora.
A evidência actualmente disponível é limitada quanto à segurança e eficácia dos agonistas dos receptores das benzodiazepinas para além dos seis meses de utilização, e o seu uso crónico pode limitar os benefícios a longo prazo da terapia cognitivo-comportamental.

Insônia e alimentação adequada

Para a insónia podem também contribuir aspectos relativos à alimentação. Isto passa quer pelo facto de as pessoas se deitarem com fome, quer pelo facto de comer e beber antes de se deitar ter um efeito perturbador relativamente ao sono. É o caso das bebidas contendo cafeína (café, chá, chocolate e cola) e das comidas contendo tirosina (como os queijos e carnes fermentados). O alcool também é de evitar, na medida em que até pode ajudar a adormecer, mas o sono que se consegue é superficial e perturbado, com a tendência para se acordar demasiado cedo. A nicotina também não é recomendável.
O jantar é uma refeição importante (para algumas pessoas a mais substancial do dia), mas deve ocorrer suficientemente cedo, para que não se deites no auge da digestão. Se lhe apetecer, faça um lanche ligeiro antes de se deitar.
Outra questão relevante é a de saber o que comer/beber. O leite é uma boa opção, na medida em que contém uma substância (triptofano) que é indutora do sono; se for acompanhado por uma fatia de pão ou outra comida com hidratos de carbono, melhor ainda, na medida em que estes ajudarão esta substância a ser absorvida, potenciando o seu efeito.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Terapia de Relaxamento e de Biofeedback na insônia

As técnicas de relaxamento visam reduzir a estimulação cognitiva e/ou fisiológica que interfere no ato de dormir. Em geral, elas são mais úteis para os pacientes que apresentam dificuldades para iniciar o sono. Auto-hipnose, relaxamento progressivo, exercícios de respiração profunda, biofeedback e meditação são efetivos apenas quando levam o paciente a um estado de relaxamento (i.e., há uma redução na sua tensão muscular e física).
A eficácia das técnicas de relaxamento no tratamento da insônia é inferior àquela observada com outras abordagens não-farmacológicas.

Terapia de Restrição de Sono na insônia

Os pacientes com insônia freqüentemente tentam compensar o sono perdido deitando-se para dormir mais cedo do que o habitual ou permanecendo despertos na cama após acordarem-se pela manhã. De fato, muitos insones acreditam que o repouso no leito por si só é restaurador, mesmo que não haja um sono efetivo. Entretanto, o tempo passado em excesso no leito leva ao aumento do estado de alerta que, por sua vez, reforça a frustração do paciente acerca de sua dificuldade para dormir.
A terapia de restrição de sono enfoca apenas a quantidade total de tempo despendida na cama e propõe ao paciente que ele permaneça deitado apenas durante o tempo em que esteja ocorrendo realmente um sono efetivo.

Terapia de Controle de Estímulos na insônia

A terapia de controle de estímulos (TCE) está baseada na premissa de que a insônia é exacerbada ou mantida por uma resposta condicionada e mal adaptativa do paciente ao ambiente do dormitório e/ou à rotina associada ao ato de dormir. Essa resposta é fruto da dificuldade crônica que o paciente experimenta ao tentar iniciar ou manter o sono. A TCE propõe duas regras simples que visam melhorar o sono e que, para serem efetivas, devem ser seguidas de forma consistente.
A primeira regra indica que o paciente deve ir para a cama apenas quando estiver sonolento. A segunda instrui o paciente a não ficar frustrado com o fato de ter dificuldades para dormir. Ele deve, após quinze a vinte minutos de insucesso, levantar-se, ir para outro aposento da casa e realizar atividades tranqüilizadoras até que a sonolência retorne (essa estratégia visa associar a cama com um início rápido de sono e pode ser repetida sempre que necessária).

Antipsicóticos no tratamento da insônia secundária

Os antipsicóticos são utilizados no manejo da insônia nos pacientes com sintomas psicóticos (esquizofrenia e transtorno do humor bipolar). Dentre os mais utilizados estão algumas das fenotiazinas (e.g., levomepromazina e clorpromazina) e alguns dos agentes de nova geração (e.g., olanzapina e ziprazidona).9 Embora os últimos estejam associados com menor incidência de efeitos adversos extrapiramidais (e.g., acatisia e distonia aguda) e de discinesia tardia, seu custo muitas vezes é um fator limitante.

Antidepressivos no tratamento da insônia secundária

Embora o uso de antidepressivos para o tratamento da insônia tenha aumentado significativamente nos últimos anos, as evidências que sustentam a eficácia dessa estratégia são relativamente esparsas. O antidepressivo mais comumente prescrito é a trazodona (em doses de 50-150mg). Outros antidepressivos utilizados no manejo da insônia incluem a nefazodona (em doses de 50-200mg), alguns dos agentes tricíclicos terciários (e.g., imipramina, amitriptilina e doxepina) e a mirtazapina (em doses de 15-30mg).
Por outro lado, o uso de antidepressivos mais ativadores deve ser evitado em pacientes com insônia, especialmente alguns dos inibidores da recaptação de serotonina (e.g., fluvoxamina), a bupropiona e os agentes tricíclicos seletivamente noradrenérgicos (e.g., desipramina).
A insônia é um sintoma muito comum em pacientes com ansiedade generalizada. Nesses casos, a paroxetina ou a venlafaxina poderiam ser utilizadas.
Em termos gerais, os antidepressivos que apresentam um efeito sedativo mais intenso, são úteis nos casos de insônia secundária à depressão maior e à ansiedade generalizada e nos pacientes que apresentam potencial significativo para adição aos agonistas do receptor benzodiazepínico (e.g., alcoolistas e/ou drogaditos).

Tratamento da insônia secundária

No tratamento da insonia secundária é necessária uma intervenção que atue na condição médica ou psicológica que a mantém. Além das medidas não farmacológicas que devem ser empregadas, o tratamento medicamentoso é norteado pela condição primária apresentada pelo paciente. No caso do paciente apresentar um transtorno depressivo ou ansioso, a primeira escolha reside em um fármaco antidepressivo. Se o quadro for de psicose podem ser utilizados antipsicóticos com características sedativas. Os pacientes que apresentam insônia situacional auto-limitada (e.g., antes de um procedimento cirúrgico ou de uma viagem intercontinental), podem utilizar um BDZ hipnótico ou um fármaco não-BDZ a curto-prazo. Quando o paciente não responde a essas medicações, o uso de agonistas do receptor benzodiazepínico poderá ser utilizado.

A acupuntura como tratamento da insônia

A acupuntura, técnica milenar chinesa, tem se mostrado um tratamento eficiente na luta contra a insônia, notando-se melhora a partir da primeira sessão. Na opinião da Dra. Aparecida Enomoto, especialista no assunto, “a insônia é o início de várias doenças, pois ela causa irritação, inquietude, cansaço mental, além de vários problemas físicos, emocionais e sociais, causando síndromes e deixando a pessoa cansada, mal humorada e excessivamente preocupada com qualquer assunto”.
Antes de iniciar o tratamento de acupuntura é necessário realizar vários exames para descartar patologias graves, para então realizar a primeira sessão, com duração de duas horas. Essa primeira sessão é muito importante para conhecer a história do paciente e fazer uma avaliação detalhada sobre os pontos a serem tratados. No restante do tratamento, a Dra. Aparecida indica 12 sessões, sendo que cada uma tem duração média de 40 minutos. A acupunturista ainda lembra que é necessário um controle e acompanhamento para que o problema não volte.

A insônia no idoso

Estudos recentes sugerem que a prevalência de insônia no idoso varia de 19 a 38%. Além de causar desconforto subjetivamente estudos epidemiológicos comprovaram que a insônia no idoso está associada a uma maior mortalidade e dependência de cuidados do que outros fatores como a idade cronológica, a renda ou a atividade diária. Isto ocorre porque, mais freqüentemente que no jovem, a insônia é secundária a outros fatores como doenças neurológicas (Alzheimer, Parkinson, FFI) e cardio-respiratórias. Estudos de coortes mostram que existe uma tendência ao aumento da prevalência com o envelhecimento e que a remissão do quadro é menos provável com o aumento da idade. As alterações de ritmo circadiano descritas anteriormente contribuem de algum modo para todas estas outras alterações.
A noctúria, despertar à noite para urinar, é um fator freqüentemente subestimado como causa de insônia no idoso. Estudos mostram que a noctúria é a causa de despertar mais freqüentemente referida pelo idoso (63% a 72%) A noctúria está associada à sonolência diurna e à má qualidade do sono.
A menopausa também contribui para a piora da qualidade do sono provocando noctúria, aumento de resistência de vias aéreas e de massa corporal.

Tratamento farmacológico da insônia

As drogas de primeira escolha para o tratamento da insônia, segundo o Consenso Brasileiro sobre Insônia, são os indutores do sono não diazepínicos, como: Zolpidemâ, Zaleplomâ e Zopicloneâ. Estas drogas estão principalmente indicadas para o tratamento da insônia de curta duração, mas podem ser utilizados também na insônia crônica. Atualmente existem evidências que mostram que o Zolpidemâ pode ser utilizado a longo prazo, de modo racional em uso intermitente.
Como segunda escolha, podemos utilizar alguns benzodiazepínicos, devendo, no entanto, ser evitados em casos de sintomas depressivos pronunciados, na suspeita de transtornos respiratórios, apnéia do sono ou em idosos pelo seu potencial de causar dependência e por vezes tolerância.
Antidepressivos sedativos podem ser primeira escolha em pacientes com depressão e insônia ou fibromialgia. Alguns deles induzem sonolência em doses inferiores às doses antidepressivas. Têm sido utilizados na prática clínica, uma vez que pacientes com insônia crônica podem apresentar sintomas de depressão, sem, entretanto, apresentarem depressão maior.
Outras substâncias
Neurolépticos sedativos podem ser primeira escolha em casos de esquizofrenia e insônia. As desvantagens são importantes efeitos colaterais a médio prazo.
Os fitoterápicos também têm sido utilizados. Eles podem ser seguros, apesar da insuficiência relativa de estudos. Preparados de valeriana officinalis, contendo o ácido valerênico, podem ser usados para indução do sono, em geral, em doses maiores do que as sugeridas para controle de sintomas ansiosos leves. Podem ser indicados nas insônias menos severas, pois têm potência de efeito inferior a dos novos hipnóticos e benzodiazepínicos.
O tratamento farmacológico associado ao não farmacológico se mostrou superior do que qualquer um dos dois prescritos isoladamente. As terapias cognitivas são importantes na manutenção da melhora da insônia.

Tratamento não famacológico da insônia

Os objetivos dos tratamentos não farmacológicos da insônia são modificar situações e pensamentos que mantenham a insônia; modificar os hábitos inadequados com relação ao sono; reduzir o despertar autonômico e cognitivo; alterar crenças e atitudes sobre o sono; e educar os pacientes sobre práticas saudáveis para o sono.
Os tratamentos não farmacológicos da insônia são realizados por terapeutas especializados e se baseiam, principalmente, em instruções e orientações. São elas:
  1. instruções de higiene do sono com incorporação de hábitos adequados a promoção do sono;
  2. instruções de controle de estímulos para eliminação ou substituição de comportamentos que possam prejudicar o sono;
  3. restrição de sono, que consiste em encurtar o tempo na cama ao tempo total de sono que o paciente estima ter efetivamente por noite;
  4. terapia comportamental multicomponente, que se baseia em "distrair" e desviar a atenção do paciente para o que lhe impede de dormir. O trabalho é feito no sentido de fazer o paciente lidar com o problema, de modo que ele não lhe pareça uma catástrofe, substituindo conceitos e hábitos disfuncionais por outros mais apropriados;
  5. relaxamento e relaxamento monitorizado, cujo objetivo é a redução do tônus simpático;
  6. orientação terapêutica com o objetivo de reduzir a atividade mental noturna intensa que leva a frustração.
Os tratamentos não farmacológicos são realizados por profissionais especializados, duram entre quatro e oito sessões, em geral uma sessão por semana, e requerem motivação do paciente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Higiene do sono

A higiene do sono tem como objetivo evitar comportamentos e/ou aliviar condições incompatíveis com o sono reparador e a estabelecer um hábito regular de sono:
  • o quarto de dormir deve ser silencioso, escuro e com temperatura agradável;
  • ter um horário relativamente uniforme para deitar e levantar;
  • não realizar exercícios extenuantes imediatamente antes de deitar;
  • não ingerir bebidas alcoólicas imediatamente antes de deitar;
  • não ingeir bebidas que contenham estimulantes ou cafeína (e.g., chá preto, café, colas) após o anoitecer (ou antes desse horário no caso de uma maior sensibilidade individual);
    evitar o uso do tabaco após o anoitecer;
  • não ouvir música, ver programas de TV, filmes ou realizar leituras que excitantes, próximos ao horário de dormir;
  • não falar ao telefone, assistir televisão ou fazer refeições na cama;
  • evitar o uso crônico de medicações para a insônia; evitar longas sestas ou minimizar os cochilos diurnos.
Contudo, apesar da higiene do sono ser comumente empregada na prática diária, não existem evidências suficientes para recomendá-la como monoterapia no manejo da insônia.

Dicas para melhorar o sono das crianças

Dicas para melhorar o sono das crianças:
  • Estabeleça horários para ir para a cama de noite e levantar pela manhã.
  • Escolha um objeto que funcione como aviso da hora de dormir. Travesseiro, fralda, brinquedo.
  • Crie um ritual de sono. Vista o pijama da criança, leve-a ao banheiro, leia uma estória, faça uma oração, dê um beijo de boa noite.
  • Após desejar boa noite saia do quarto. Não espere a criança fechar os olhos. Ela deve aprender a dormir sozinha.
  • Quando o bebê chorar de madrugada, aguarde. Muitas vezes ele volta a dormir sozinho. Apenas em último caso vá ao seu quarto acalmá-lo. Evite levá-lo para dormir com você. Do contrário, ele repetirá o choro todas as noites.
  • Evitar cochilos longos ou freqüentes durante o dia.
  • Evite o consumo excessivo de líquidos antes de dormir.
  • Evite o consumo de alimentos e medicamentos estimulantes próximo a hora de dormir.
  • Evite brincadeiras agitadas próximo ao horário de dormir.
  • Evite banho próximo ao horário de dormir.

Insonia crônica

Mais de um mês de insônia, ela já pode ser classificada como crônica, e é conveniente uma visita ao médico. Pode estar relacionada com depressão, asiedade, persistência de estresse. Insônia crônica pode ter como agravantes o uso continuado e abuso de álcool, drogas ou medicamentos. O consumo de café e bebidas excitantes podem piorá-la.
O médico pode auxiliar no manejo da insônia, inclusive com medicação. Uma consulta pode descartar um problema físico que esteja ajudando a manter a insônia.

Dicas para melhorar a qualidade do sono

Aqui vão algumas dicas para tentar melhorar a qualidade do seu sono (sem tratamento):
  1. Mantenha os mesmos horários de início e término do sono.
  2. Durma sempre em local escuro e silencioso.
  3. Evite estímulos antes de dormir (álcool, drogas, exercícios, comidas calóricas, discussões, TV, rádio, internet).
  4. Não deixe o relógio na frente da cama.
  5. Deite na cama apenas quando sentir sono (antes disso faça atividades que vão deixando você gradualmente relaxado).
  6. Depois de estar deitado na sua cama, evite atividades (ex.: alimentação, leitura, trabalho, uso de computador, brigas), pois isso poderá gerar a “associação psicológica” de que a cama é lugar de tudo... menos de sono e repouso.

Insônia aguda

A insônia aguda normalmente é causada por desconforto fisico ou emocional.
Nestes factores incluem-se o estresse, doença aguda e desiquilibrios ambientais como o ruído, a luz e a temperatura.
Dormir num horário que não é compativel com o ritmo biológico diário, como ocorre com o jet lag, também pode causar insônia aguda.
Muitas vezes a causa da insônia aguda está relacionada com um evento especifico, sendo que a necessidade de tratamento é determinada pela severidade das sequelas diurnas, duração do episódio e grau em que os episódios se repetem.
Mesmo episódios breves de insônia aguda podem justificar tratamento, já que pessoas que habitualmente têm um bom sono, podem ficar sonolentas depois de perder apenas algumas horas de sono em uma ou mais noites.
Existe ainda a possibilidade de a insônia aguda não tratada poder tornar-se uma insônia crônica.

ìndice geral de todos os artigos do Blog acerca da Insonia

Para se tornar mais fácil localizar os artigos deste blog relativos a tudo o que diz respeito a INSÔNIA, aqui fica um índice com todos os artigos:
  1. Insônia - O que é
  2. Causas de Insônia
  3. Sintomas da insônia
  4. Classificação da insônia
  5. Insônia Primária
  6. Caracteristicas clinicas da insônia primária
  7. Relação da insônia primária com a idade e o sexo
  8. Insônia secundária
  9. Causas da insônia secundária
  10. Tratamento da insônia secundária
  11. Insônia aguda
  12. Insônia crônica
  13. A insônia no idoso
  14. Higiene do sono
  15. Tratamento não farmacológico da insônia
  16. Tratamento farmacológico da insônia
  17. Antidepressivos no tratamento da insônia secundária
  18. Antipsicoticos no tratamento da insônia secundária
  19. Agonistas dos receptores das benzodiazepinas na insônia
  20. Benzodiazepinas no tratamento da insônia
  21. Medicinas complementares e alternativas no tratamento da insônia
  22. Terapia de controle de estímulos na insônia
  23. Terapia de restricção do sono na insônia
  24. Terapia de relaxamento e de Biofeedback na insônia
  25. A acupuntura como tratamento da insônia
  26. Dicas para melhorar a qualidade do sono
  27. Dicas para melhorar o sono das crianças
  28. Insônia e alimentação adequada
  29. Hipnoticos como tratamento da insônia

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Insônia secundária

Os distúrbios do humor e ansiedade são as principais co-morbilidades associadas à insónia secundária, estando presentes em 30% a 50% dos doentes com insónia.
A patologia médica e abuso de substâncias estão presentes respectivamente em 10% dos doentes. É fundamental uma correcta história clínica, com história e diário do sono, complementando-a com informação do(a) parceiro(a). Existe evidência de que a combinação do tratamento farmacológico específico (benzodiazepinas e agonistas dos receptores das benzodiazepinas) com o não farmacológico (terapia cognitivo-comportamental) pode ser útil na insónia secundária, como co-adjuvante do tratamento da doença de base. Existem várias opções terapêuticas com as respectivas indicações e efeitos adversos. Os critérios de referenciação devem ser definidos de acordo com a disponibilidade dos recursos humanos.
Conclusão: A insónia secundária no adulto deve ser sistematicamente abordada pelo Médico de Familia devido à sua elevada prevalência e às suas graves consequências se não diagnosticada e tratada. É importante conhecer e saber utilizar a terapêutica não farmacológica na consulta uma vez que esta mostrou ser importante no tratamento deste tipo de insónia. O Médico de Familia deve saber as indicações precisas para o tratamento farmacológico e critérios de referenciação.

Medicinas complementares e alternativas no tratamento da insônia

São estratégias, que incluem técnicas de saúde espiritual, yoga, medicina chinesa e ayurveda, biofeedback, e outras modalidades.
Revisões recentes de estudos controlados e aleatorizados sobre a utilização de medicinas complementares e alternativas para distúrbios no sono, em idosos, revelaram que em 77% dos estudos existiram efeitos positivos, com particular destaque para as intervenções mente-corpo e acupunctura4. Contudo são necessários mais estudos direccionados para a restante população adulta.
No que diz respeito ao tratamento da insónia, é necessária mais investigação sobre o efeito do tratamento da insónia ou da condição primária na evolução das mesmas.
Existem muitos estudos que demonstram que o tratamento da insónia resultou numa melhoria da condição primária. Contudo ainda não foi totalmente observado que se obtenha uma melhoria da insónia só com o tratamento da causa primária. É por isso necessária mais investigação.

Causas da insônia secundária

As possiveis causas da insônia secundária são as seguintes:
  1. Distúrbios Psiquiátricos (distúrbios do humor, ansiedade, mania ou hipomania, distúrbios psicóticos, distúrbios amnésicos, perturbação do comportamento alimentar, alcoolismo, abuso de substâncias)
  2. Dor de qualquer etiologia
  3. Dispneia de qualquer etiologia
  4. Doença Cardiovascular (doença isquémica cardíaca, angina nocturna, doença cardíaca congestiva, disritmias)
  5. Doença Gastrointestinal (ulcera péptica, doença do refluxo gastro esofágico)
  6. Doença Neurológica (distúrbios neuro-degenerativos – doença de Parkinson, doença de Alzheimer; acidente vascular cerebral; distúrbios neuromusculares – neuropatia dolorosa periférica; epilepsia; tumores cerebrais; acidente vascular cerebral)
  7. Doença Respiratória (doença pulmonar obstrutiva crónica, asma brônquica, enfisema pulmonar)
  8. Doenças Reumáticas (artrite reumatóide, osteoartrose, espondilite anquilosante, síndrome de Sjogren, fibromialgia)
  9. Doenças do tubo digestivo (refluxo gastro-esofágico, ulcera péptica, colite, síndrome do cólon irritável)
  10. Doenças Génito-urinárias (incontinência urinária, hipertrofia benigna da prostata, nocturia)
  11. Doenças Endócrinas (hipotiroidismo, hipertiroidismo, diabetes mellitus)
  12. Apneia Obstrutiva do Sono
  13. Má higiene do sono
  14. Causas ambientais (quarto muito aquecido, barulho, exercício, comida)
  15. Álcool, cafeína, abuso de substâncias
  16. Jet lag
  17. Medicação:
  • Antidepressivos (inibidores selectivos da recaptação da serotonina, imipramina, bupropiona)
  • Anti-hipertensivos (clonidina, Bloqueadores β , propanolol, atenolol, pindolol, metil-dopa, reserpina, diuréticos)
  • Antiepiléticos (fenitoina)
  • Anticolinérgicos (brometo de ipratopio)
  • Estimulantes do Sistema Nervoso Central (metilfenidato)
  • Hormonas (contraceptivos orais, tiroideias, cortisona, progesterona)
  • Aminas simpatomiméticas (broncodilatadores, derivados das xantinas, descongestionates nasais)
  • Antiarrítmicos (quinidina)
  • Antineoplásicos (medroxiprogesterona, interferão alfa)
  • Anti-infamatórios esteroides
  • Anti-parkinsónicos (Levodopa)
  • Broncodilatador (teofilina)
  • Remédios de Herbanária
  • Nicotina
  • Fenitoína
  • Pseudoefedrina
  • Corticosteróides
  • Laxantes estimulantes
  • Benzodiazepinas

Sintomas da insônia

Dependendo do tipo de problema que você tem de dormir, os sintomas de insônia podem incluir:
  • ficar acordado por muito tempo à noite antes de pegar no sono,
  • acordar várias vezes no meio da noite,
  • acordar de manhã cedo (e não ser capaz de voltar a dormir),
  • sensação de cansaço e não atualizados pelo sono,
  • não ser capaz de funcionar corretamente durante o dia e ter dificuldade de concentração,
  • ser irritável.

Características clínicas da insônia primária

Dentro das dissonias se encontra a insônia primária, cujas características fundamentais são a dificuldade para iniciar ou manter o sono e a sensação de não ter tido um sono reparador durante período não inferior a 1 mês. O transtorno do sono pode dar lugar a um mal-estar clinicamente significativo ou a uma deterioração social no trabalho ou em outras áreas importantes de atividade do paciente.
Freqüentemente o paciente com diagnóstico de insônia primária apresenta dificuldade para começar a dormir e acorda seguidamente durante a noite. É menos freqüente o paciente se queixar unicamente de não ter um sono reparador, isto é, ter a sensação de que o sono foi inquieto e superficial.
A insônia primária se associa habitualmente a um aumento do nível de alerta fisiológico e psicológico durante a noite, junto a um condicionamento negativo para dormir. A preocupação intensa e o mal-estar relacionados com a impossibilidade de dormir dão lugar a um círculo vicioso, pois quanto mais o paciente tenta dormir, mais frustrado e incomodado se sente, o que acaba dificultando o sono. Com freqüência os pacientes dizem dormir melhor fora do seu quarto e do seu ambiente.
A insônia crônica pode acarretar uma diminuição da sensação de bem-estar durante o dia, caracterizada pela alteração do estado de ânimo e da motivação, diminuição da atenção, da energia e da concentração e aumento da sensação de fadiga e mal-estar.
Embora existam sintomas de ansiedade ou de depressão, eles não permitem estabelecer o diagnóstico de um transtorno mental.
No entanto, a alteração crônica do sono, que caracteriza a insônia primária, constitui um fator de risco para o aparecimento posterior de um transtorno de ansiedade ou depressão. Os pacientes que apresentam insônia primária crônica utilizam de maneira inadequada hipnóticos e álcool para favorecer o sono, e bebidas com cafeína ou outros estimulantes para combater a fadiga diurna.
A Classificação Internacional dos Transtornos do Sono considera a insônia psicofisiológica e a insônia idiopática dentro das dissonias. Do ponto de vista clínico e polissonográfico existe uma grande semelhança entre essas entidades clínicas e a insônia primária.

Insônia primária

A insônia primária é uma dissonia caracterizada pela dificuldade em iniciar e/ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador durante um período não inferior a 1 mês. Do ponto de vista polissonográfico, é acompanhada de alterações na indução, na continuidade e na estrutura do sono. Geralmente aparece no adulto jovem, é mais freqüente na mulher e tem um desenvolvimento crônico. A insônia primária é observada de 12,5% a 22,2% dos pacientes portadores de insônia crônica, sendo precedida em freqüência somente na insônia de depressão maior.
A insônia primária crônica deve se diferenciar da insônia vinculada a uma higiene inadequada do sono, uma síndrome depressiva ou um transtorno de ansiedade generalizado.
O tratamento da insônia primária inclui: higiene adequada do sono, terapia cognitiva e de conduta e uso de fármacos hipnóticos. Entre esses últimos, se destacam o zolpidem e a zopiclona, que melhoram significativamente o sono sem alterar sua estrutura ou induzir a uma reincidência da insônia logo após uma interrupção brusca. Além disso, o desenvolvimento de fármaco-dependência e de vício é muito pouco freqüente.

Relação da insônia primária com a idade e o sexo

A insônia primária é muito pouco freqüente durante a infância e a adolescência. Aparece geralmente no adulto jovem (entre 20 e 30 anos) e se intensifica gradativamente. Com freqüência, o paciente procura ajuda médica vários anos depois da insônia ter iniciado.
A insônia primária é mais freqüente na mulher. Parece existir uma predisposição genética feminina para um sono superficial e alterado, embora até o presente não tenham sido feitos estudos genéticos e/ou familiares para resolver o problema.

Causas de insônia

Existem muitas causas possíveis da insônia. Às vezes há uma causa principal, mas freqüentemente diversos fatores que interagem juntos causarão um distúrbio do sono. A insônia pode ser causada por:

  1. Esforço, ou como eficazmente uma pessoa lida com todo o emocional, físico, social, econômico, ou outro fator que exige uma resposta ou uma mudança. O esforço pode ser causado pelo medo sobre um único evento, tal como fazer um discurso. Ou você pode ter esforço em curso, tal como a preocupação sobre o trabalho.
  2. Depressão, ansiedade, e outras circunstâncias mentais ou emocionais. A depressão é um distúrbio caracterizado por sentimentos de tristeza, de desespero e de desânimo.
  3. Hábitos ruins de sono, tais como a ver tevê na cama ou não ter uma programação regular das horas de dormir. Isto pode fazer o problema piorar.
  4. Mudanças em seus hábitos do sono. Isto inclui as mudanças que acontecem onde você dorme, o ruído, a luz, ou dormindo em uma cama diferente. Igualmente inclui mudanças em seu padrão de sono, tal como retardar o sono ou trabalhar até mais tarde.
  5. Dor ou problemas respiratórios, a síndrome agitada dos pés, e os muitos outros problemas de saúde.
  6. Consumo de cafeína e de álcool. A cafeína geralmente interrompe o sono. Enquanto um drink ou dois antes de dormir pode ajudar uma pessoa a relaxar, mais do que isso pode retardar o sono ou fragmentá-lo algumas horas mais tarde.
  7. Falta de exercício regular.
  8. Problemas médicos. Estes incluem alergias, artrite, asma, doença cardíaca, a hipertensão, o hipertireoidismo, e a doença de Parkinson.
  9. Melatonina diminuída. Os níveis de melatonina, o hormônio que ajuda a controlar sono, diminuem com a idade de uma pessoa. Aos 60 anos, por exemplo, o corpo produz pouca melatonina.
  10. Outras desordens de sono. Estes incluem a apnéia do sono e os movimentos periódicos do pé e do braço durante o sono (nos quais os músculos têm uma  contração ou distensão excessiva).

Insônia - O que é

A capacidade de dormir bem é fundamental ao bem estar do indivíduo. Este «dormir bem» é relativo, sendo que as frequentemente referidas oito horas de sono não são uma obrigatoriedade - algumas pessoas necessitam de apenas seis ou sete horas de sono enquanto que para outras são necessárias nove ou dez; para a mesma pessoa, a duração ideal pode também variar - as pessoas geralmente precisam de dormir mais (e, ironicamente, têm maior dificuldade em fazê-lo) quando estão sob um maior nível de stress, ou atravessam um período de vida mais sedentário.

Os problemas de sono constituem uma situação bastante frequente, sendo que mais de metade das pessoas na idade adulta os experimentam actualmente, ou já os experimentaram em algum momento da sua vida. Nomeadamente, os estudantes do ensino superior são particularmente susceptíveis de desenvolver este tipo de perturbação. Isto pode ser atribuído ao estilo de vida que frequentemente os caracteriza: muitas coisas para fazer em pouco tempo, resultando em elevados níveis de ansiedade, e, por vezes, particularmente no caso de estudantes que vivem em residências, a ausência de um refúgio propício ao descanso.

De todos os problemas de sono, a insónia é talvez o mais frequente. Esta pode surgir em diferentes formas: dificuldade em adormecer, adormecer facilmente mas acordar muitas vezes durante a noite, ou acordar antes de ter dormido o suficiente e não conseguir adormecer novamente. Consoante a duração deste padrão, a insónia pode ser considerada transitória (apenas algumas noites), de curto prazo (de duas a quatro semanas) ou crónica (durante a maior parte das noites durante pelo menos um mês).

Qualquer pessoa com insónias que já tenha experimentado contar carneiros sabe que a eficácia desta estratégia é altamente discutível. A boa notícia é que, no caso da insónia transitória e da de curto prazo (e, até certo ponto, também no caso da insónia crónica), esta pode estar a ser causada por um conjunto de factores que a pessoa pode, de forma autónoma, identificar e modificar, de modo a dormir melhor.

Estes factores podem ser enquadrados em duas áreas: externos e internos - de entre os externos destacam-se as questões relacionadas com o horário, o ambiente de sono e a alimentação; de entre os internos há que considerar o papel das sensações físicas e dos pensamentos experienciados pela pessoa quando está a tentar dormir. Se tem um problema de insónias, o mais provável é que esteja a cometer erros relativamente a pelo menos um destes factores.


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Classificação da insônia

A insônia pode ser classificada de diversas formas. Ela pode ser aguda (i.e., por menos de 2-3 semanas) ou crônica (i.e., que ocorre várias vezes por ano por pelo menos 2 anos, tendo cada episódio duração mínima de 3 dias). A insônia aguda é geralmente causada por um fator identificável, ao passo que a causa da insônia crônica é, em geral, mais complexa e sua investigação exige uma abordagem clínica sistematizada.
Além disso, a insônia pode ser classificada como leve, moderada ou grave de acordo com a intensidade sintomatológica e com o prejuízo psicossocial a ela associados. A insônia também pode ser descrita como primária ou como secundária. Por definição, a insônia primária não ocorre durante o curso de outro transtorno do sono ou de outro transtorno mental, nem se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou de uma condição médica geral. A insônia secundária, por sua vez, é causada por um algum fator identificável (geralmente uma condição médica ou psicológica) e apresenta uma prevalência significativamente maior do que a da insônia primária.
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